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Um casal fantástico, que deu ao mundo uma nova visão com seu liberalismo econômico, na década de 80, com o lançamento do mais impressionante compêndio de economia de mercado, com a publicação de best-seller número um nos Estados Unidos – "Liberdade de Escolher" – Milton e Rose Friedman.
Eles foram os verdadeiros precursores da amplidão que teve e democracia e a liberdade individual, gerando o notável avanço tecnológico e o vertiginoso crescimento da economia mundial. Milton e Rose Friedman traçaram em seu livro o fascínio da individualidade empresarial, a vontade de cada pessoa, de cada conjunto de empresários, ou de trabalhadores, buscarem seus destinos, usando apenas o direito à liberdade de escolher, de ir e vir.
No mundo livre, na democracia, onde reside o direito de ir e vir, ninguém obriga o empresário do comércio abrir um supermercado, arrumar 30 mil itens nas gôndolas, à disposição dos fregueses e, ao fim de cada jornada de funcionamento de sua loja, convoca seus empregados para arrumar tudo que foi desarrumado, repondo peça por peça, adquirida, retirando do controle do seu estoque e, no dia seguinte, manda sei departamento de compras adquirir mais mercadorias, buscando a preferência dos fregueses e disputando preço com os concorrentes do mesmo grupo. Essa é a rotina diária do empreendedor.
Cada empreendimento comercial, industrial ou agrícola funciona como um Exército, sem general, apenas com uma cabeça dando ordens, mandando limpar e arrumar, arrecadando impostos e entregando-os nas mãos do governo, muitas vezes relapso com aquilo que arrecada, por esse formidável exército de trabalhadores.
Milton e Rose Friedman contam os caminhos percorridos pelo homem empreendedor para produzir o secular lápis, que foi nosso companheiro nos primeiros momentos que sentamos nos bancos escolares, começando pelo plantio do cedro, seu corte, depois de adulto, a madeira sendo levada para a serraria, onde é devidamente aparada e cortada com precisão cronométrica, para seguir para outra máquina, onde é arredondada, partindo-o ao meio.
Nessa operação, tem um estilete que faz a cava redonda por onde se coloca o grafite, que tem sua maciez adaptada ao gosto de cada pessoa, numa variação de um a três e, na outra ponta, um outro empresário pagou por uma patente, de um apontador, que é vendido nas papelarias para os alunos adquirirem sua unidade, para levar para a escola para aparar a ponta do seu lápis, quando s e quebra, ou ficar rombuda...
Milton e Rose chegam a impressionantes exemplos, de liberdade de escolher, nos mais variados campos da inteligência humana. Reside dentro de cada um de nós, mesmo na cabeça do mais inconsequente populista metido a socialista, que só a liberdade, a livre iniciativa, o direito de ir e vir, podem construir a grandeza das sociedades, das nações.
A beleza do mundo está na sua diversidade, nas pessoas, em serem diferentes uma das outras. Ninguém pensa igual, ninguém deve ser obrigado a fazer algo a não ser em detrimento da lei. Ninguém pode ser obrigado a perder sua liberdade, a não ser se cometeu um delito e seja punido pela lei num julgamento justo. Nunca foi tão verdadeiro o pensamento de Milton e Rose Friedman.
Gutman Mendonça é jornalista e Diretor do SESC/ES
Fonte: A Gazeta
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